Tenho tantos textos na cabeça que eles me fogem ao acessar essa página em branco, não confunda minha ausência aqui com falta de inspiração, pois estou num momento em que capturo melodias ate no caos da cidade, letras se esvaem com tanta facilidade que voltei a compor 3 músicas por dia. Ainda sim, minha luta contra a falta de sono continua, voltei a ser ruiva hoje, sinto-me saindo do casulo que me coloquei, pra nascer de novo, talvez com asas? Talvez mais forte? Veremos... Posso acompanhar o andar das nuvens com tempo, após anos de pura sobrevivência me dou no luxo de contemplar a fumaça saindo da minha xícara de café. a fumaça do meu incenso quase que coreografada. Eu consigo observar as pausas desse mundo cada vez mais acelerado e olho profundamente pra tudo aquilo que passa num instante. eu olho pra como uma senhora que nunca me viu na vida sorri pra mim e me dá "Bom dia", ou quando minha sobrinha começa a imitar meus gestos estranhos por me observar e me aprender a seu modo, com um olhar de quem ainda ta entendendo as cores do mundo. Acredito que esse seja o texto mais aleatório que já escrevi. estou seguindo os links que minha mente acelerada constrói, misturando vínculos palpável, traços de memória e questionamentos momentâneos. Eu sempre fui muito estável e coisa na maioria de minhas decisões de adulta. mas hoje tenho o prazer de desfrutar se quero açúcar ou não no meu café, pq eu gosto das duas formas, o que digo é que estou tendo tempo de experenciar com calma tudo aquilo que havia um traço definitivo, gerado ou não por aprender desse modo, evitar pela saúde, ou por conta apenas de decisões rasas mas que sustentei por me sentia imponente. É bom poder mudar de ideia, apagar o quadro, começar de novo, olhar por outro ângulo.Quanto mais velha fico, percebo que de fato o mais cliches das frases funciona muito. Tudo que temos é o agora.
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