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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Sobre um agora, que em outrora, julguei incapaz.

 Fazia tempo em que a noite não me tocava, voltei a compor e a escrever depois de tanto tempo perdida dentro da vastidão da minha mente. Não havia oportunidade de apenas existir, precisava lutar pra sobreviver e garantir o fôlego do amanhã. Agora tirei tantos entraves, enfrentei tantos demônios... 
De fato aprecio as pausas e leio entrelinhas, traduzo o silêncio, sinto e entendo os gritos do universo. Para além de mim, fora de mim, da minha solidão bem vivida, eu a vi e quis e a quero. 
Nosso encontro foi tão leve e tranquilo, me senti em casa, e são poucas as pessoas no mundo que me fazem sentir em casa. Nossas mãos dançaram enquanto a gente aproveitava a nossa presença, e muitas vezes é só o que a gente precisa. Dançar com as mãos, o carinho de dedo.
Nessa altura, mesmo sendo poeta, achei que não me cabia mais me sentir assim, numa presença tão afável que me desarma e me apavora, pois não tenho controle, não tenho a necessidade de ter controle. Ela é o mar que achei que precisava buscar, ela é profunda e misteriosamente linda e sensível. Ela se esconde e se protege e com total razão. Não por mim, precisamente, mas por tantos outros danos. Eu comecei esse texto falando de mim e estou terminando falando sobre ela e isso diz muito sobre o meu agora, leve, sorridente e curiosamente ofegante, uma verdadeira surpresa vinde a quem só queria desfrutar da solitude.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Eu sou maré

 Na série da minha vida se inicia uma nova temporada, foram tantos fechamentos de ciclos, tanta coisa boa chegando que as vezes nem acredito. Foi fundamental conseguir soltar amarras de dores antigas, para que o vento soprasse a favor. Eu me sinto confortável, cheia de energia e abençoada. Encontrei um equilibrio fascinante no meu eu de agora, madura, calma e risonha. Foram tantas cicatrizes que me tornei quase imune ao que tenta me machucar, até mesmo quando dói, consigo expurgar com o tempo e voltar a ser forte de novo. Estou com 32 anos e agora me permito planejar viajar o mundo, sem me prender a nada, sou eu meu lar, minha energia está diferente e tenho certeza que a Nina de uns anos atrás ficaria surpresa aonde ela ia chegar. Eu sou maré!

segunda-feira, 26 de maio de 2025

o ano de 2025

 O ano é 2025 e eu estou no meu quarto ouvindo legião urbana, curtindo bastante a minha companhia em paz. Tenho sentido a leveza da liberdade, finalmente posso testar me jogar nesse mundão de Deus sem medo de nada, ser apenas eu e o mundo. Me sinto pronta e determinada, risonha e feliz. Consigo ver o infinito de possibilidade que há além do horizonte que meus olhos alcançam.